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Renan Santos 14

Plano de governo

Os 14 capítulos, um por um

Tudo nesta página é resumo do documento de 51 páginas protocolado na Justiça Eleitoral. Nada aqui é citação literal, e cada capítulo indica a página do PDF oficial para você conferir a íntegra.

Parte I

Estado Novo

As reformas de regime: ajuste fiscal, segurança, pacto federativo e gestão pública.

Capítulo I pág. 9

Ajuste fiscal

Um remédio amargo

Abre o plano com o ajuste das contas públicas, tratado como pré-condição para todo o resto do programa.

  • Aprovar uma PEC de Transição logo no início do mandato, tendo como base a chamada PEC do Equilíbrio Fiscal, projeto já protocolado na Câmara pelo deputado Kim Kataguiri em 2024.
  • Desindexar benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo, passando a corrigi-los apenas pela inflação, e desvincular da receita os pisos de saúde e educação.
  • Revisar o abono salarial e reduzir renúncias fiscais, com economia projetada pelo documento em R$ 1,1 trilhão até 2031.
  • Reformar o funcionalismo público com fim dos supersalários, mudar as regras de emendas parlamentares e editar uma nova lei complementar das finanças públicas.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo II pág. 11

Segurança pública

Prendeu, matou?

Propõe tratar o crime organizado como inimigo do Estado, adotando o chamado Direito Penal do Inimigo como base jurídica do combate às facções.

  • Declarar uma Guerra ao Crime no primeiro dia de mandato e adotar o Direito Penal do Inimigo, doutrina do jurista alemão Günter Jakobs, como arcabouço jurídico contra o crime organizado.
  • Editar uma Lei Antifacção que permita o banimento judicial de organizações criminosas, proíba seus símbolos, dissolva entidades infiltradas e inverta o ônus da prova no confisco de bens.
  • Usar decretos de Estado de Defesa e operações de Garantia da Lei e da Ordem para retomada territorial em áreas sob comando de facções, com federalização dos casos ligados a facções.
  • Retomar o controle de portos, aeroportos e fronteiras secas com escâneres tridimensionais e inteligência integrada, e asfixiar financeiramente as facções.
  • Transferir lideranças condenadas para presídios de segurança máxima em regiões remotas, no modelo do CECOT de El Salvador.
  • Implantar patrulhamento com drones, totens de denúncia e reconhecimento facial em tempo real, além de leis específicas sobre reincidência e roubo de eletrônicos.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo III pág. 14

Pacto federativo

Quem paga a banda...

Propõe a maior reorganização territorial da história republicana: fundir municípios considerados inviáveis em unidades com escala para prestar serviço público.

  • Promover a Grande Consolidação Municipal, reduzindo o número de municípios brasileiros de 5.570 para algo próximo de 1.656, com base em tese sobre amálgamas municipais desenvolvida na UFPB.
  • Classificar como inviável o município que não cobre suas despesas obrigatórias com receita própria, usando como referência o critério da PEC 188/2019: arrecadação própria de IPTU, ISS e ITBI equivalente a pelo menos 10% da receita total.
  • Criar um Marco Legal da Consolidação Municipal, com critérios de contiguidade geográfica, mesma unidade federativa, complementaridade econômica e capacidades fiscais complementares.
  • Substituir a Lei Complementar 91/97 por nova lei do Fundo de Participação dos Municípios, com transição nos repasses para que a fusão não gere perda imediata de recursos.
  • Criar autoridades multimunicipais a partir do Estatuto da Metrópole (Lei nº 13.089/2015).

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo IV pág. 17

Lei de Responsabilidade Gerencial

Escolhe a música

Capítulo dedicado a instituir uma Lei de Responsabilidade Gerencial e a tratar de meritocracia na administração pública. As regras de emancipação e fusão de municípios do capítulo anterior passariam a se submeter a essa lei.

Este capítulo consta no sumário do documento, mas as propostas ainda não foram transcritas aqui. Preferimos deixar o espaço vazio a resumir de memória — consulte a página 17 do PDF oficial.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Parte II

Reformas de base

Economia, infraestrutura, saúde, cultura e educação.

Capítulo V pág. 20

Economia e assistencialismo

Produtividade pela cidadania

Trata das reformas microeconômicas de competitividade e propõe substituir o modelo atual de assistência social por frentes de trabalho.

  • Substituir o Bolsa Família por um programa de Frentes Cidadãs, em que os beneficiários participam de projetos de interesse público como contrapartida.
  • Organizar o capítulo em três frentes: diagnóstico da estagnação da produtividade, caminhos para o crescimento e a reforma do assistencialismo.
  • Reformar justiça tributária, legislação trabalhista, regulação financeira e governança pública para destravar competitividade.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo VI pág. 23

Infraestrutura

Missão Rondon

Recuperação e modernização da infraestrutura, combinando investimento público condicionado a reforma prévia com atração de capital privado.

  • Aumentar o investimento estatal em infraestrutura, condicionado à realização prévia da reforma administrativa e fiscal.
  • Mobilizar capital privado por concessões, parcerias público-privadas e o novo regime de autorização ferroviária.
  • Capacitar engenheiros e órgãos públicos municipais para elaborar e fiscalizar projetos.
  • Reformar licitações, com fortalecimento dos Tribunais de Contas e profissionalização dos quadros técnicos.
  • Implementar integralmente a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025).
  • Integrar formalmente estudos de viabilidade e estudos de impacto ambiental desde a fase de pré-viabilidade.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo VII pág. 25

Saúde

SUS fila zero

Ataca o acesso e o custo do sistema, trocando a fila por ordem de chegada por uma fila organizada segundo risco clínico.

  • Criar a ENER, Escala Nacional de Estratificação de Risco, para ordenar a fila por gravidade clínica, risco de progressão, impacto funcional, vulnerabilidade social e tempo de espera, em vez da simples ordem cronológica.
  • Criar o PRONTO, Prontuário Eletrônico Nacional Interoperável, conectando atenção primária, serviços especializados, hospitais públicos e privados, laboratórios e farmácias.
  • Montar um sistema digital de saúde com telemedicina, diagnóstico por inteligência artificial e monitoramento clínico, inspirado no DoctorSV, de El Salvador.
  • Integrar o programa Genomas Brasil ao prontuário eletrônico do SUS e implantar vigilância epidemiológica preditiva em tempo real.
  • Adotar o modelo Hub-and-Spoke, concentrando demandas complexas em centros regionais de referência.
  • Criar o FNMA, Fundo Nacional de Modernização do Acesso, com repasses a municípios condicionados a desempenho.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo VIII pág. 27

Cultura e imprensa

Chega de saudade

Propõe reformar o financiamento público da cultura e a governança dos órgãos de patrimônio e museus.

  • Alterar a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991), com critérios objetivos e públicos de avaliação, publicação dos pareceres técnicos e teto progressivo de captação para artistas e produtoras de alto faturamento.
  • Reservar percentual mínimo do orçamento para novos talentos e projetos de primeira obra.
  • Modernizar a legislação de tombamento e mudar a política de tombamentos do IPHAN.
  • Reformar o IBRAM, gestor do sistema de museus, com descontingenciamento de folha e parcerias com organizações sociais.
  • Dar mais peso à viabilidade comercial nos editais do cinema nacional.
  • Reunificar o Ministério da Cultura com o Ministério da Educação.
  • Opor-se a propostas de regulação de mídia e internet que reduzam a liberdade de expressão, e criar um código unificado de imprensa.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo IX pág. 30

Educação

Formar elites, cultivar o povo

Combina foco em alfabetização e disciplina escolar com uma reforma do ensino superior que troca cotas por bolsas de mérito.

  • Adotar universalmente o método fônico de alfabetização e tomar o modelo do Ceará como referência para a educação básica.
  • Abolir o sistema de cotas na educação, substituindo-o por um sistema de bolsas de mérito.
  • Criar um código nacional de conduta do estudante, com punições objetivas, e um ranking oficial de disciplina que module o repasse de recursos às escolas.
  • Converter escolas em situação crítica ao modelo cívico-militar, apresentado no documento como medida provisória para conter a violência.
  • Realocar recursos hoje aplicados em cursos de bacharelado para as áreas de STEM e alinhar a oferta de cursos às necessidades do plano industrial.
  • Substituir a autonomia universitária por um modelo de alinhamento estratégico e reduzir a progressão continuada até sua revogação.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Parte III

País do futuro

Zonas econômicas especiais, terras raras, agricultura, política externa e desfavelização.

Capítulo X pág. 34

Zonas econômicas especiais

O Nordeste é solução

Propõe zonas econômicas especiais como instrumento de reindustrialização, ancoradas no Nordeste.

  • Criar Zonas Econômicas Especiais com incentivos fiscais, regime específico de IBS/CBS e licenciamento em até 15 dias por meio de agências de balcão único.
  • Instalar três polos iniciais no Nordeste: Suape (PE) em hidrogênio verde e petroquímica; Pecém (CE) e Araripe (PE) em aço de baixo carbono, gesso e fertilizantes; e Aratu-Camaçari (BA) em mobilidade elétrica, baterias e semicondutores.
  • Governar os polos por parcerias público-privadas e, quando cruzarem fronteiras estaduais, por consórcios públicos.
  • Criar uma ZEE de Defesa no eixo Vale do Paraíba (SP) e Itajubá (MG), voltada a ciberdefesa, sistemas autônomos e tecnologia aeroespacial.
  • Usar zonas econômicas especiais também como instrumento de reurbanização e desfavelização, em quatro fases: segurança, limpeza urbana, infraestrutura e implantação da zona.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo XI pág. 37

Terras raras e indústria

Cum mente et malleo

Trata de converter as reservas minerais em capacidade industrial própria, em vez de exportar minério bruto. O título é o lema da Escola de Minas de Ouro Preto e quer dizer, em latim, com a mente e o martelo.

  • Verticalizar a cadeia nacional de terras raras em oito estágios, da extração à separação química, refino, ligas, ímãs, motores, componentes de baterias e semicondutores.
  • O documento registra que o Brasil detém cerca de 23% das reservas mundiais, citando o USGS de 2026.
  • Enfrentar a dependência de importações estratégicas e de duplo uso, estimadas pela CNI em cerca de R$ 70 bilhões por ano.
  • Negociar transferência de tecnologia por acordos de offset e criar centro de pesquisa e formação profissional dedicados.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo XII pág. 41

Agricultura e tecnologia

Celeiro do mundo

Capítulo do plano dedicado à agricultura e à tecnologia aplicada ao campo.

Este capítulo consta no sumário do documento, mas as propostas ainda não foram transcritas aqui. Preferimos deixar o espaço vazio a resumir de memória — consulte a página 41 do PDF oficial.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo XIII pág. 44

Política externa

Brasil poderoso

Capítulo do plano dedicado à política externa brasileira.

Este capítulo consta no sumário do documento, mas as propostas ainda não foram transcritas aqui. Preferimos deixar o espaço vazio a resumir de memória — consulte a página 44 do PDF oficial.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Capítulo XIV pág. 48

Desfavelização

A batalha do Brasil

Propõe acabar com a favela como forma de moradia popular em dez anos, transformando-as em bairros formais com título de propriedade.

  • Desfavelizar integralmente o país em dez anos, convertendo as 12.348 favelas em bairros formais, com título de propriedade, regras urbanísticas e presença do Estado.
  • Criar o Marco Nacional da Desfavelização, lei federal que amplia e acelera a REURB (Lei 13.465/2017).
  • Instituir o título de desfavelização, um financiamento de 50 anos com juros subsidiados e parcelas de R$ 200 a R$ 500 por mês.
  • Montar um Cadastro Fundiário Unificado Nacional com uso de drones e georreferenciamento para emitir certificados de regularização online.
  • Tipificar o crime de favelização, dirigido a loteadores, grileiros e milícias, com demolição administrativa em 48 horas de construções não habitadas em área pública ou de risco; a remoção de moradia consolidada dependeria de ordem judicial.
  • Criar a Iniciativa Sentinela, de monitoramento mensal por satélite de áreas urbanas, adaptando a tecnologia usada pelo INPE contra o desmatamento.
  • Reformar o Minha Casa Minha Vida, redirecionando recursos da construção periférica para a compra de imóveis em áreas já estruturadas.

Fonte: TSE — DivulgaCandContas

Sobre este resumo

Cada capítulo acima foi reescrito com nossas palavras a partir do documento oficial. Números, nomes de programas e referências legais foram mantidos como aparecem no original.

Onde a extração do PDF não permitiu recuperar as propostas com segurança, o capítulo aparece só com título, tema e página — sem lista. Preferimos o espaço vazio a um resumo escrito de memória.

Fonte de tudo nesta página: TSE — DivulgaCandContas .